Perda auditiva: Saiba tudo sobre a doença, conheça os sintomas e os tratamentos

Organização Mundial de Saúde assinala esta terça-feira o Dia Mundial da Audição.

Com o avanço da idade é expectável que haja uma perda auditiva progressiva. “No entanto, algumas pessoas têm uma perda auditiva mais acentuada do que o esperado para a idade, ou por uma predisposição familiar ou porque estão sujeitas a ruído intenso, por exemplo, na profissão [indústrias, trabalhadores de aeroportos, etc.] ou em situações de lazer [ouvir música muito alta]”, avisa Luísa Monteiro, otorrinolaringologista e coordenadora da unidade de Otorrinolaringologia do Hospital Lusíadas Lisboa.

Mas também algumas doenças como a diabetes, hipertensão arterial, meningites ou doenças crónicas dos ouvidos podem estar associadas ao envelhecimento normal do ouvido e acelerar o problema.

Muitas vezes são os familiares que detetam as dificuldades de comunicação que o próprio paciente desvaloriza. “Podem provocar isolamento social, com diminuição da autoestima, podendo contribuir para dificuldades no local de trabalho e potenciando depressão nos idosos. Podem também ter zumbidos associados”, explica Luísa Monteiro.

O risco começa quando ainda se é jovem: “Sabemos que ouvir música muito alta, quer em contexto de discotecas, concertos ou uso de auscultadores, pode prejudicar muito precocemente a audição. Vemos por vezes músicos de rock e DJ com perda de audição e zumbidos, em alguns casos muito incapacitantes”, diz Luísa Monteiro.

Número de casos
466 milhões de pessoas de todas as idades em todo Mundo sofrem de algum grau de surdez incapacitante.

Taxa
50,0% dos casos de surdez poderia ser prevenido se as pessoas adotassem medidas preventivas precocemente.

SINTOMAS
Comunicação
Dificuldade em perceber a fala num tom e volume normais, sobretudo quando há ruído de fundo, como por exemplo em restaurantes, reuniões familiares, na ruas com ruído do tráfego, espaços abertos, etc.

Zumbidos
O aparecimento de zumbido é normalmente um dos primeiros sintomas a alertar o paciente de que algo vai mal. O zumbido pode ser ligeiro e não causar qualquer transtorno no dia-a-dia, pode ser percetível apenas à noite ou pode ser incapacitante, afetando o sono e mesmo as rotinas normais.

Ida ao médico
Só um médico pode avaliar se um zumbido é fruto de um processo de perda auditiva ou se tem outra causa. Muitas vezes, o zumbido vai acompanhar o paciente para o resto da vida, mas há medidas que podem reduzir o seu impacto na vida dos pacientes. O médico irá também ensinar formas de prevenir o agravamento dos problemas auditivos.

Medicamentos
Algumas doenças graves necessitam ser tratadas com medicamentos (poucos) que podem provocar perda de audição.

PREVENÇÃO
Hábitos defensivos

É preciso aprender a proteger o aparelho auditivo, defendendo-se eficazmente contra o ruído profissional, usando nível de som adequado nas suas atividades de lazer e desfrutar da música com segurança.

Observação
Se não forem bem tratadas, as doenças que atingem os ouvidos (como a otite), podem provocar surdez. Os ouvidos devem ser vigiados desde a infância através de observações e exames de audição periódicos.

Compreensão
A tolerância e a compreensão desta problemática vai decerto ajudar a integrar socialmente as pessoas com dificuldades auditivas. O Dia Mundial da Audição pretende precisamente alertar para as dificuldades que o problema representa e promover a sua valorização.

Como se trata
Nem todas as formas de perda auditiva podem ser revertidas.
Em caso de lesões ou danos no nervo, muitas das situações são reversíveis. No entanto, alguns casos não podem ser curados, sobretudo quando estão associados à exposição ao barulho ou ao normal envelhecimento do sistema auditivo. Nestes casos, o acompanhamento é igualmente importante, pois existem hoje em dia tecnologias que, podendo acompanhar o indivíduo por toda a sua vida, lhe oferecem uma audição mínima que possibilita a sua autonomia.

SAIBA MAIS
Prestar atenção ao zumbido

Há quem se queixe de zumbidos frequentes, mas só quando se procura ajuda médica é que se percebe que estávamos a ouvir mal, depois de realizar os testes específicos.” Passa-se então a vigiar mais atentamente a audição.

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Que apoios existem?

Sendo dispositivos médicos, os aparelhos auditivos são comparticipados por algumas entidades, incluindo seguros de saúde. Em baixo pode ver algumas das entidades prestadoras do serviço e que podem ajudar na aquisição destes dispositivos.
Recomendamos sempre uma consulta gratuita com um audiologista antes de qualquer compra.

Exemplos de entidades que ajudam na comparticipação:

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